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O Rancho Alegre, próximo à Sidrolândia, é um dos maiores produtores de suínos para abate e utiliza desde 2006 a energia do biogás, transformada em energia elétrica por meio de biodigestores. Segundo as estimativas da administradora Eleiza Moraes, a economia mensal nas contas é significativa. O sistema foi implantado em 2006, com o incentivo de empresas internacionais que precisavam comprar créditos de carbono, certificados de redução da emissão de gases do efeito estufa.

Biodigestores são equipamentos mantidos com restos de alimentos e fezes de animais, com acréscimo de água. Dentro do aparelho, esses detritos entram em decomposição pela ação de bactérias. Durante o processo, todo o material orgânico é convertido em gás metano (biogás). O resíduo sólido que sobra no biodigestor também pode ser aproveitado como biofertilizante.

Na prática o biogás é utilizado como combustível em fogões de cozinha ou geradores de energia elétrica. E no caso de uma granja, por exemplo, o gás gerado pelas fezes das galinhas é usado para aquecer os ovos nas incubadoras. Segundo o biólogo André Tolentino “a utilização de biodigestores é altamente sustentável, por ser positiva tanto para o meio ambiente, quanto para a economia do produtor rural”.

As instalações dos biodigestores do rancho foram custeadas pelo país que comprava os créditos na época, o Canadá. E embora ele tenha parado de comprá-los após dois anos, a administração percebeu que era um processo rentável que resolveu continuar a utilizá-lo.

Apesar da rentabilidade, os biodigestores enfrentam desafios para se tornarem parte do cotidiano de outras propriedades rurais. De acordo com a administradora do Rancho, Eleiza Moraes,  ”o gado, por exemplo, é mais difícil. Porque os resíduos ficam espalhados pelo pasto, ao contrário dos suínos, que ficam mais concentrados”. A mestra em Gestão Agroindustrial também aponta casos como da avicultura, onde a maioria dos proprietários lança os dejetos direto sobre o pasto, sem precisar de tratamento.

Fonte: primeiranoticia.sites.ufms.br